72ª Vuelta Ciclista del Uruguay – 10ª Etapa e encerramento

A 72ª edição da Vuelta Ciclista del Uruguay chegou ao seu fim neste domingo em Montevideo. O campeão da Vuelta foi Carlos Oyarzun, da Selección de Chile, que com a vitória se tornou o primeiro chileno a conquistar o título.

Seleção chilena manteve a ponta durante esta etapa para garantir a camisa amarela de Carlos Oyarzun.

Seleção chilena manteve a ponta durante esta etapa para garantir a camisa amarela de Carlos Oyarzun.

O vencedor da última etapa foi o uruguaio Matias Presa (Cerro Largo), num sprint final emocionante que foi o mais apertado de toda esta edição da Vuelta. O argentino Sebastián Tolosa (Buenos Aires Provincia) e o brasileiro Murilo Ferraz (Funvic Soul Cycling Team) cruzaram a linha de chegada apenas poucos centímetros atrás do competidor de Cerro Largo.

Chegada em Montevideo foi a mais apertada de toda a Vuelta.

Chegada em Montevideo foi a mais apertada de toda a Vuelta.

Entre os ciclistas avaianos nesta última etapa, Everson de Assis e Gilberto Gois foram os melhores colocados, chegando respectivamente na 12ª e 33ª posição, ambos 5 segundos atrás do vencedor.


ENCERRAMENTO E AVALIAÇÃO

Na classificação geral, Matias Medici foi o ciclista avaiano melhor colocado, acabando a Vuelta na 18ª posição a 04 minutos e 51 segundos do líder. Durante toda a competição Matias se manteve junto aos líderes da prova, mas houveram 2 dias que foram decisivos para a sua classificação final. Na primeira etapa teve complicações nos últimos metros da prova, quase saindo da pista por conta da disputa pela melhor posição dentro do pelotão, e com isso chegou pouco mais de 1 minuto depois do vencedor do primeiro dia. Nos dias seguintes ele manteve a diferença sob controle, mas na 5ª etapa não conseguiu se juntar à fuga e com isso perdeu mais 3 minutos em relação ao líder. Com isso, já ficou praticamente de fora da briga pelas primeiras colocações. Na 9ª etapa, que foi o contrarrelógio individual, conquistou a 4ª colocação, mas com o alto nível da prova acabou não sendo suficiente para se aproximar da liderança.

Confira a classificação completa dos nossos atletas:
18º Matias Medici a 04:51
45º Everson de Assis a 28:19
72º Eduardo Pini a 57:27
77º Gilberto Gois a 01:01:45

Equipe completa em frente ao hotel em Colonia del Sacramento.

Equipe completa em frente ao hotel em Colonia del Sacramento. Da esquerda para a direita: Chicão, Everson Assis, Matia Medici, Eduardo Pini, Edson Rezende, Gilberto Gois, Matheus Valter e Diones Chinelatto.

Na avaliação de Diones Chinelatto, técnico da equipe Avaí F.C./FME Florianópolis/APGF, a equipe teve um desempenho um pouco abaixo do esperado. Entre os motivos, uma série de condições acabaram prejudicando a participação antes mesmo de começar.

Começamos a Vuelta com a equipe já desfalcada, pois nosso atleta Fernando Finkler está doente e nem embarcou para o Uruguay. O Carazinho (Everson de Assis), que tinha grandes chances de disputar o pódio no sprint final das etapas, também começou a prova bem gripado, e apesar de ter se recuperado ao longo das etapas ainda estava longe de sua condição física ideal. E para piorar, o acidente do Edinho (Edson de Resende) na 6ª etapa acabou deixando ele fora da prova e terminamos a Vuelta com apenas 4 atletas.“, disse o técnico Diones Chinelatto.

Outros acontecimentos durante a prova também pesaram para a equipe. Logo na primeira etapa, um pneu furado de Gilberto Gois quase fez com que fosse desclassificado, pois houve falhas na comunicação da organização e nenhum carro de apoio parou para trocar a roda, o que fez com que terminasse a etapa mais de meia hora depois dos primeiros colocados. Apesar de exceder o tempo limite, a organização da prova reconheceu a falha e permitiu que Gilberto continuasse na competição. Nos dias seguintes ele teve um bom desempenho, mas com a diferença inicial já era impossível competir na classificação geral. Além deste episódio, os pneus furados foram uma constante durante todas as etapas, o que certamente também afetou a participação da equipe.

“O ciclismo é assim mesmo. Para ser um vencedor é necessário aceitar as derrotas e estar preparado para reconhecer as falhas, e principalmente aprender com os erros. Só assim conseguimos evoluir dentro do esporte e nos manter entre as principais equipes do Brasil. Ser convidado para uma prova como a Vuelta é algo muito difícil, e por si só já representa uma conquista para a equipe. Esperamos poder participar novamente na próxima edição e conseguir resultados expressivos.”, completou Diones.


PRÓXIMA COMPETIÇÃO

O próximo desafio da equipe é a Volta Internacional do Rio Grande do Sul, que começa nesta quinta feira em Porto Alegre, com 5 etapas e 825km de percurso. Estão escalados: Everson de Assis, Gilberto Gois, Eduardo Pini e  Edson de Resende.


 

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